Obrigado Mãe, por tudo o que me proporcionaste: foi tudo muito bom! Onde estejas, eu estou sempre contigo! Toma lá esta canção da Tonicha, de quem tanto gostavas, capaz de te fazer parar na grande azáfama da nossa casa, ao ouvires o rádio! Até um dia, olha pelo Pai, ok!...eternamente, agradecido!
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domingo, maio 05, 2013
domingo, maio 06, 2012
Lá no alto!...
Mãe Mãe:
Que desgraça na vida aconteceu,
Que ficaste insensível e gelada?
Que todo o teu perfil se endureceu
Numa linha severa e desenhada?
Como as estátuas, que são gente nossa
Cansada de palavras e ternura,
Assim tu me pareces no teu leito.
Presença cinzelada em pedra dura,
Que não tem coração dentro do peito.
Chamo aos gritos por ti — não me respondes.
Beijo-te as mãos e o rosto — sinto frio.
Ou és outra, ou me enganas, ou te escondes
Por detrás do terror deste vazio.
Mãe:
Abre os olhos ao menos, diz que sim!
Diz que me vês ainda, que me queres.
Que és a eterna mulher entre as mulheres.
Que nem a morte te afastou de mim!
Miguel Torga, in 'Diário IV'
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