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Há dois anos e meio, escrevi neste EXPRESSO Online o seguinte: «Apesar da sua fama de 'enfant terrible', Pedro Santana Lopes é, no fundo, um ingénuo político. Acredita que tudo é passageiro, das inconstâncias às entradas e saídas da vida política, que todos os erros são perdoados, que a memória é curta e que o dom da oratória e da presença mediática compensa largamente a falta de um pensamento político profundo, sedimentado e trabalhado». E, pouco antes, quando Santana Lopes anunciava mais uma desistência, dessa vez da vice-presidência do PSD, apenas dois meses depois de o Governo de Durão Barroso ter tomado posse, usava a seguinte imagem: «Estão a ver aqueles balões cheios que se largam no ar e se vão esvaziando em curvas e piruetas desnorteadas, numa trajectória sem nexo nem destino? Aplicando esta imagem à política, é o que parece estar a acontecer com Santana Lopes». Quando este pesadelo de quase cinco meses de um Governo esquizofrénico, populista e irresponsável chega ao fim, não são necessárias mais considerações. A não ser a de que o Presidente da República agiu tão bem em Julho, ao dar posse a um novo Governo da maioria, como agora, ao varrer de vez este conjunto de arrivistas sem freio liderados por um sonhador errático e perigoso.
1 Dezembro 2004
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