Uma das nossas estórias da história do Estado Novo foi a expulsão forçada de D. António Ferreira Gomes a mando de Salazar, com a Igreja Católica a soprar para o ar. Hoje, a coligação governamental de Pedro e & Portas se pudesse faria o mesmo com D. Januário Torgal Ferreira que para ela se tornou demasiado incómodo. A IC contorna a questão e sabe muito bem que o seu lugar na sociedade portuguesa será denunciar as injustiças cometidas, apesar de muita gente a ver de braço dado com o poder do País. Sabemos que alguns fieis, clero e bispos mais conservadores serão capazes de contestar o Bispo D. Januário, mas por vergonha face a fome que grassa por todo o Portugal calar-se-ão. Se toda a IC e outras Igrejas, se juntarem à voz deste "bispo avermelhado", como lhe chamarão as forças reaccionárias do poder, estas mesmas estarão dia menos dia de debandada: o povo acordará! Como Mário Soares afirmou o governo de Portugal já está a mais. Mantém-se ainda à frente dos portugueses porque o Presidente da República dorme ou faz parte na mesma ninhada de ratos impreparada para servir os cidadãos e apta para servir a sua reduzida clientela, que vive à grande e à francesa, lembrando o tempo da idade média, em que os vilões à sombra dos Castelos rapavam os ossos atirados pelas ameias, das sobras das grandes comezainas dos senhores feudais... Cavaco, parece-me, deve estar do lado dos (des)governantes.
Mostrar mensagens com a etiqueta Justiça Social. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Justiça Social. Mostrar todas as mensagens
quarta-feira, julho 18, 2012
quarta-feira, abril 18, 2012
Desigualdades?...
(imagem:injornalugacontece.blogspot)
...as desigualdades continuam a ser cometidas pelo governo do Dr. Pedro, em catadupa. São estas medidas discriminatórias e outras que demonstram bem que os portugueses, não sua maioria, são tratados pela corja incompetente de S. Bento como parolos incultos! Nesta agora medida anunciada, há quase a certeza que só foi possível não por causa da arraia miúda da classe bancária, mas sim pelos "Boies" dirigentes da Banca aposentados, tantas vezes com meses ao serviço dessa Instituição! não vá nenhum desses pançudos ficar sem "job" por causa da massita a almejar(?), que poderiam deixar de receber...quando uma companhia vai ao tacho, lá diz o povo, ou vão todos ou não irá nenhum. Vão todos, sempre assim foi! Nem se chega a saber quando se criará uma lei-única, que permitirá a um ou dois ministros ou seus comparsas reformarem-se para já, ficando com o seu enorme baú cheio com dois pecúlios mensais ou mais, enquanto o povo tirita de fome...e todos dias sente no bolso mais austeridade imposta, em nome de uma tranquilidade económica desejada, na qual já não acredita...olhando em redor só vê desemprego e falências. Os números revelados pelo exterior dizem que Portugal está pior e que a austeridade em demasiado prejudica a receita, ou até mesmo deixará de existir, tal é a sua brutalidade em que é exagerada. Chegou a altura de Coelho e Portas cortarem também na sua clientela "de iure", deixando de lado a sua arte apalhaçada do faz conta. Foi assim que o macaco tramou a mãe!...
domingo, outubro 23, 2011
..."eu não abdico do meu pequeno-almoço"...

O ministro da Administração interna anda a brincar com os portugueses, assim com o desautorizado Primeiro Ministro, Passos Coelho, incapaz de colocar ordem na casa: claro, que o problema é político, após tantas medias de austeridade impostas a todos. O ministro Miguel Macedo e o secretário de Estado José Cesário andam a brincar com o lume: não façam da toca onde exercem a sua ação, um lugar "onde todos ralham e todos tenham razão". A autoridade democrática não pode ser esvaziada. Que raio são assim tão pobrezinhos que não possam prescindir de um subsídio, quando Passos Coelho e o mago Gaspar gerem a "coisa pública" à laia de uma patrão sem escrúpulos, à frente de uma empresa falida: corta-se no vencimento dos empregados até que a firma caia.
Haja moralidade! Façam-se cortes no vencimento de todos em circunstâncias proporcionais, tendo em conta a justiça social e, criem-se medidas estruturais na economia do país para que a economia volte rapidamente a crescer. A esperança deverá renascer nos portugueses! Não queremos o país governado, como não tivesse futuro, onde a palavra de ordem espalhada pelos governantes seja a falência. Tem que haver futuro com outro OE e não com este do PPC e de Paulo Portas, já propalado.
(imgaem:interrasbouro.blogspot)
Haja moralidade! Façam-se cortes no vencimento de todos em circunstâncias proporcionais, tendo em conta a justiça social e, criem-se medidas estruturais na economia do país para que a economia volte rapidamente a crescer. A esperança deverá renascer nos portugueses! Não queremos o país governado, como não tivesse futuro, onde a palavra de ordem espalhada pelos governantes seja a falência. Tem que haver futuro com outro OE e não com este do PPC e de Paulo Portas, já propalado.
(imgaem:interrasbouro.blogspot)
Etiquetas:
Governo,
Justiça Social,
Opinião,
políticas,
políticos
segunda-feira, setembro 12, 2011
Aviários
O Governo PSD/CDS inventou uma moda nova: transformar os jardins infantis e os lares de idosos em aviários. Digo isto, porque os galináceos quanto mais apertados mais engordam e aos poucos atingem o clímax das suas funções neuro-vegetativas, parando, até que o homem do açougue, achando os bicharocos bem anafados os leva em última viagem, até ao matadouro.
Passando aos jardins infantis a ordem é apertar, à laia de franganotes em aviário. Todos têm que caber, enquanto houver solicitações à instituição!...As crianças não foram feitas para brincar; julga o Governo tutelado pelo PPC! Então, nada melhor do que tudo ao molho e fé nos deuses. As crianças que tiverem sorte(?) de possuir alguma tranquilidade no seio da família, terão sempre umas horazitas para o seu desenvolvimento psicomotor. Tenho quase a certeza, que assim acontecerá! Os pais nos tempos que correm não têm problemas no emprego, assim como possuem bons transportes para rapidamente chegarem a casa. E, pela competitividade do emprego, na sua abundância, cada vez será maior(?), o que permitirá a qualquer pai cuidar despreocupadamente do crescimento harmonioso dos seus filhos. Daí, julgo, a miraculosa ideia dos miúdos poderem permanecer amontoados em qualquer albergue, como o governo sugere, alterando a lei, desde que não haja mais comparticipações estatais e os pais suportem o custo da "dita" permanência, desculpem "dito" armazenamento. Vergonha! Até as crianças deixaram de ser poupadas, sendo-lhe sonegada toda a sua primavera pré-juvenil a que tinham direito. Enfim! Homens do diabo!
Dos lares idosos quase não se torna necessário falar! aos poucos serão transformados em albergues da mitra, à laia do Estado Novo. Quanto menos idosos existirem em Portugal melhor. Para isso rouba-se-lhes a esperança de vida, amontoando-os em lares, cortar ainda nos medicamentos atirando-se-lhes com as sobras dos stocks, em final de validade. Para quê aumentar a esperança de vida aos idosos? Já se percebeu que os nossos velhinhos, sobretudo os mais desprotegidos são um sufoco para as finanças do Estado.Então...se calhar nem no aviário?!!!
Dos lares idosos quase não se torna necessário falar! aos poucos serão transformados em albergues da mitra, à laia do Estado Novo. Quanto menos idosos existirem em Portugal melhor. Para isso rouba-se-lhes a esperança de vida, amontoando-os em lares, cortar ainda nos medicamentos atirando-se-lhes com as sobras dos stocks, em final de validade. Para quê aumentar a esperança de vida aos idosos? Já se percebeu que os nossos velhinhos, sobretudo os mais desprotegidos são um sufoco para as finanças do Estado.Então...se calhar nem no aviário?!!!
Etiquetas:
escândalo,
Governo,
Justiça Social,
planeamento,
políticas,
Portugal,
povo,
Segurança Social
segunda-feira, julho 04, 2011
Sons!...
Nada melhor do que uma balada de José Mário Branco para começar a semana! Os tempos estão cheios de promessas e ilusões! É bom sonhar! Contudo, a nossa cidadania não deve ser entregue a mãos alheias. Os tempos convocam-nos para agirmos no nosso dia a dia, tendo em vista não só bem-estar de cada um, mas também a tranquilidade da comunidade a que pertencemos.
Etiquetas:
democracia,
Justiça,
Justiça Social,
liberdade,
Música,
Opinião,
Sociedade
terça-feira, março 08, 2011
Crise de regime

"Crise de regime" é o título da crónica de hoje no DN, de Mário Soares. Este jornal, sem eu entender bem a orientação da sua paginação, optou por transportar a alguns tempos, os cronistas para a antepenúltima e penúltima página. Vai-se lendo e desfolhando o jornal e quando se chega a essa fase da leitura, muitas vezes as crónicas são lidas por cansaço a "atravessar", com a agravante, segundo o meu ponto de vista de à terça-feira, acrescentar ainda uma outra cónica escrita com uma inteligência já pouco habitual e, de elevado conhecimento cultural, do Professor Dr. Adriano Moreira. Daí, todas as terças feiras, quando a memória não me atraiçoa começar a leitura do DN por estas duas crónicas para satisfação do meu ego e, meu enriquecimento pessoal quer sob o ponto de vista político, quer sócio-cultural.
Deixando a crónica do Professor Adriano Moreira, que aconselho sobretudo aos mais novos a lê-la, quase sempre pouco interessados na "res publica", deixarei ainda, alguns nacos da prosa de Mário Soares nesta aventura, para não dizer quase cruazada semanal. Refere a determinada altura, acerca da reunião a realizar a 11 do corrente mês de Março em Bruxelas, na Cimeira dos Estados da Zona Euro:
"Tenho bastantes dúvidas quanto ao que sairá da reunião do dia 11 de Março. Trata-se de debater o futuro do euro, o que representa, em si, um progresso. Os líderes europeus não se entendem entre si, por terem interesses divergentes e, por outro lado, não querem compreender as grandes transformações que o mundo está a viver, por toda a parte. Serão elas que os obrigarão, aliás, mais tarde ou mais cedo, a mudar de paradigma de desenvolvimento. Como está a acontecer nos Estados Unidos". Continua:"Contudo, por enquanto, na União Europeia, o primado das preocupações centrou-se nos equilíbrios financeiros - que, obviamente, são importantes - menosprezando a economia real. Ora, essa posição, para países como Portugal e Espanha, mas não só, pode vir a ser fatal. Porquê? Porque as medidas de austeridade, a que os Estados mais fracos são obrigados, conduzem-nos, necessariamente, à recessão, visto que impedem o crescimento económico, reduzem os investimentos, fazendo crescer o desemprego e podem, mesmo, provocar revoltas sociais extremamente perigosas."
Acrescenta também, acerca da "manif" do dia 12 próximo:..."Foi a propósito dessa nota que o Vasco Pulido Valente me brindou - com muita simpatia por mim, reconheço - com um novo artigo, garantindo-me que as pessoas que irão manifestar-se não são "perigosas, antidemocráticas nem niilistas", que descerão "tranquilamente a Avenida da Liberdade (...) para protestar contra a maneira como o PS e o PSD governaram Portugal, em plena impunidade, durante quase 40 anos". Se assim é, muito bem. Manifestem-se e indignem- -se, pacificamente. Só resta reconhecer que os governantes, desde que há democracia, resultam sempre do voto popular, que os legitimou em inúmeras eleições. Claro que a democracia não é perfeita e às vezes o povo engana-se nas suas escolhas. Mas, como dizia Churchill - e sabia do que falava - "a democracia é o pior dos regimes, com a excepção de todos os outros".
Fala também dos noventa anos do PCP, como comunista que foi e não o esconde, escrevendo:..."Durante o PREC, essa estratégia tornou-se claríssima. O PS opôs-se - como o Grupo dos Nove - e chegámos a estar à beira da guerra civil, evitada in extremis. Foi então que André Malraux escreveu: "Os socialistas portugueses mostraram ao mundo que os mencheviques são capazes de vencer os bolcheviques." Nem por isso deixei de proclamar, no dia seguinte ao 25 de Novembro de 1975, que o PS se oporia à ilegalização do PCP, que muitos desejavam.Passaram os anos, deu-se a normalização democrática, em Portugal, e o colapso do comunismo na URSS e nas "democracias populares", que sempre foram e só ditaduras. O mundo continua em grandes transformações, umas positivas, outras negativas. Mas o PCP não mudou. Nunca fez autocrítica, de que tanto costuma falar. Continua a ler pela cartilha deixada pelo dr. Cunhal.De qualquer modo, parabéns ao PCP. Tem uma bonita idade!"
Deixando a crónica do Professor Adriano Moreira, que aconselho sobretudo aos mais novos a lê-la, quase sempre pouco interessados na "res publica", deixarei ainda, alguns nacos da prosa de Mário Soares nesta aventura, para não dizer quase cruazada semanal. Refere a determinada altura, acerca da reunião a realizar a 11 do corrente mês de Março em Bruxelas, na Cimeira dos Estados da Zona Euro:
"Tenho bastantes dúvidas quanto ao que sairá da reunião do dia 11 de Março. Trata-se de debater o futuro do euro, o que representa, em si, um progresso. Os líderes europeus não se entendem entre si, por terem interesses divergentes e, por outro lado, não querem compreender as grandes transformações que o mundo está a viver, por toda a parte. Serão elas que os obrigarão, aliás, mais tarde ou mais cedo, a mudar de paradigma de desenvolvimento. Como está a acontecer nos Estados Unidos". Continua:"Contudo, por enquanto, na União Europeia, o primado das preocupações centrou-se nos equilíbrios financeiros - que, obviamente, são importantes - menosprezando a economia real. Ora, essa posição, para países como Portugal e Espanha, mas não só, pode vir a ser fatal. Porquê? Porque as medidas de austeridade, a que os Estados mais fracos são obrigados, conduzem-nos, necessariamente, à recessão, visto que impedem o crescimento económico, reduzem os investimentos, fazendo crescer o desemprego e podem, mesmo, provocar revoltas sociais extremamente perigosas."
Acrescenta também, acerca da "manif" do dia 12 próximo:..."Foi a propósito dessa nota que o Vasco Pulido Valente me brindou - com muita simpatia por mim, reconheço - com um novo artigo, garantindo-me que as pessoas que irão manifestar-se não são "perigosas, antidemocráticas nem niilistas", que descerão "tranquilamente a Avenida da Liberdade (...) para protestar contra a maneira como o PS e o PSD governaram Portugal, em plena impunidade, durante quase 40 anos". Se assim é, muito bem. Manifestem-se e indignem- -se, pacificamente. Só resta reconhecer que os governantes, desde que há democracia, resultam sempre do voto popular, que os legitimou em inúmeras eleições. Claro que a democracia não é perfeita e às vezes o povo engana-se nas suas escolhas. Mas, como dizia Churchill - e sabia do que falava - "a democracia é o pior dos regimes, com a excepção de todos os outros".
Fala também dos noventa anos do PCP, como comunista que foi e não o esconde, escrevendo:..."Durante o PREC, essa estratégia tornou-se claríssima. O PS opôs-se - como o Grupo dos Nove - e chegámos a estar à beira da guerra civil, evitada in extremis. Foi então que André Malraux escreveu: "Os socialistas portugueses mostraram ao mundo que os mencheviques são capazes de vencer os bolcheviques." Nem por isso deixei de proclamar, no dia seguinte ao 25 de Novembro de 1975, que o PS se oporia à ilegalização do PCP, que muitos desejavam.Passaram os anos, deu-se a normalização democrática, em Portugal, e o colapso do comunismo na URSS e nas "democracias populares", que sempre foram e só ditaduras. O mundo continua em grandes transformações, umas positivas, outras negativas. Mas o PCP não mudou. Nunca fez autocrítica, de que tanto costuma falar. Continua a ler pela cartilha deixada pelo dr. Cunhal.De qualquer modo, parabéns ao PCP. Tem uma bonita idade!"
terça-feira, março 01, 2011
Incógnita.

Mário Soares coloca no DN de hoje muitas dúvidas, às quais o cidadão atento não pode ser alheio. E, por fim remata o cronista: "São os manifestantes em favor da liberdade, da democracia e dos direitos humanos - que gritam nas ruas e nas cidades do Magrebe e do Próximo Oriente - que mais podem contribuir para enfraquecer o terrorismo radical da Al-Qaeda". Será? os tempos são de muita incerteza...os modelos de democracia(?) daqueles povos terão alguma coisa a ver com a democracia dos povos ocidentais?...ela, usualmente, não tem sido possível um pouco por toda a África: Escapam os povos de Cabo Verde e de S. Tomé e Príncipe, enquanto vigorar a nossa cultura por lá, julgo!
Etiquetas:
cultura(?),
democracia,
imprensa,
Justiça Social,
Opinião,
polémicas,
política,
políticos
quarta-feira, fevereiro 23, 2011
Efeméride IV...
...passados 6 dias, encerro hoje esta efeméride de Zeca Afonso, já que neste dia, 23 de Fevereiro, faz 24 anos que o poeta trovador faleceu. Estou convicto que a audição de algumas trovas fizeram renascer no nosso íntimo uma vontade enorme de lutarmos dia a dia por mais justiça social, e o desejo de ver as classes sociais cada vez mais diluírem-se entre si, banindo gente poderosa sem escrúpulos. Este foi o grande objectivo de vida de José Afonso, creio! Esta herança torna-se cada vez mais pesada, mas se todos quisermos ela faz sentido dentro de uma sociedade injusta, como o momento que a nossa atravessa, e que se quer mais justa: urge que a população de mãos dadas cante Zeca e se deixe embalar uma pouco pela sua utopia. Estou certo, alguma coisa de esperança renascerá em nós, se assim acontecer.
Acredito ainda na revisão de programas que os Partidos deverão fazer, já que são os motores da nossa democracia, devendo ser consistentes com a realidade deste século XXI, onde existem politiquices a mais, que levam muitas vezes ao desprezo pela vida dos cidadãos. Atrevo-me a repetir o que escrevi no primeiro dia da minha homenagem ao cantador de baladas de intervenção:
"Canções essas que a muitos recordarão os anos de resistência, penso! Nos dias de hoje tornar-se-ão acendalhas para que os partidos políticos da nossa democracia, se assim entenderem, revejam a mensagem transmitida pelo Zeca, de forma a reverem programas e linhas de atuação, tendo em vista o bem-estar de todos os cidadãos portugueses".
A liberdade tem preço!
Acredito ainda na revisão de programas que os Partidos deverão fazer, já que são os motores da nossa democracia, devendo ser consistentes com a realidade deste século XXI, onde existem politiquices a mais, que levam muitas vezes ao desprezo pela vida dos cidadãos. Atrevo-me a repetir o que escrevi no primeiro dia da minha homenagem ao cantador de baladas de intervenção:
"Canções essas que a muitos recordarão os anos de resistência, penso! Nos dias de hoje tornar-se-ão acendalhas para que os partidos políticos da nossa democracia, se assim entenderem, revejam a mensagem transmitida pelo Zeca, de forma a reverem programas e linhas de atuação, tendo em vista o bem-estar de todos os cidadãos portugueses".
A liberdade tem preço!
Etiquetas:
agenda celebração,
cidadania,
contestação,
democracia,
direitos humanos,
Justiça,
Justiça Social,
liberdade,
Música,
política,
políticos,
Portugal,
Sociedade,
solidariedade
segunda-feira, fevereiro 21, 2011
Lavar as mãos...
...como Pôncio Pilatos. Os líderes europeus vão lavando as mãos um pouco por todo o lado, em relação ao norte de África, fazendo que desconheciam as ditaduras que por lá imperavam. Sabia-nos bem chupar o petróleo, bem caro para os consumidores, mas os chefes islâmicos no "mamanço" dos petrodólares, lá iam dando uns géneros quentes em troca aos ocidentais. Claro que havia corrupção de ambas as partes. Todos sabemos!
Hoje, a hipocrisia do mundo ocidental que grassou perante a falta de direitos dos povos agora em convulsões, vai sair-nos cara. Ninguém sabe o que vai acontecer amanhã: paira a incerteza nos estrategas, quase todos de mãos sujas. Ao certo, sabemos que é a maior crise vivida pela Europa, após a 2.ª Guerra Mundial. Infelizmente não há políticas consertadas na Comunidade não só de economia, mas também de segurança, quer interna, quer externa. Obama cada vez se assemelha mais a um poeta lírico no desenrolar desta situação preocupante, dizendo uma coisa, e a sua Secretária de Estado Hillary Clinton dizendo outra. E nós, Europeus, de mãos atadas à espera do desenrolar do 2.º filme. Sim, porque o primeiro é o povo árabe na rua. Do 2.º filme nada se sabe! Não acredito que todos os sacrifícios de vidas humanas ceifadas por lá, pela conquista da liberdade e suas garantias fundamentais cheguem a bom porto. Resta-nos esperar pela fita pintalgada de "ismos". É o pagamento da factura pela falta de denúncia dessa opressão, que em tempos, devagar, devagarinho, como diz o povo, podia ter levado os tiranos a trocar as ditaduras vigentes, por uma democracia.
Os líderes europeus sempre gostaram mais dos americanos do que dos povos da Comunidade, em nome de uma Aliança podre, a precisar de ser revitalizada há mais de quatro décadas. Pobres talvez, mas subservientes, não. A Europa tem que encontrar o seu caminho rapidamente. Urge! Amanhã pode ser tarde.
Hoje, a hipocrisia do mundo ocidental que grassou perante a falta de direitos dos povos agora em convulsões, vai sair-nos cara. Ninguém sabe o que vai acontecer amanhã: paira a incerteza nos estrategas, quase todos de mãos sujas. Ao certo, sabemos que é a maior crise vivida pela Europa, após a 2.ª Guerra Mundial. Infelizmente não há políticas consertadas na Comunidade não só de economia, mas também de segurança, quer interna, quer externa. Obama cada vez se assemelha mais a um poeta lírico no desenrolar desta situação preocupante, dizendo uma coisa, e a sua Secretária de Estado Hillary Clinton dizendo outra. E nós, Europeus, de mãos atadas à espera do desenrolar do 2.º filme. Sim, porque o primeiro é o povo árabe na rua. Do 2.º filme nada se sabe! Não acredito que todos os sacrifícios de vidas humanas ceifadas por lá, pela conquista da liberdade e suas garantias fundamentais cheguem a bom porto. Resta-nos esperar pela fita pintalgada de "ismos". É o pagamento da factura pela falta de denúncia dessa opressão, que em tempos, devagar, devagarinho, como diz o povo, podia ter levado os tiranos a trocar as ditaduras vigentes, por uma democracia.
Os líderes europeus sempre gostaram mais dos americanos do que dos povos da Comunidade, em nome de uma Aliança podre, a precisar de ser revitalizada há mais de quatro décadas. Pobres talvez, mas subservientes, não. A Europa tem que encontrar o seu caminho rapidamente. Urge! Amanhã pode ser tarde.
Etiquetas:
agenda,
curtas,
democracia,
direitos humanos,
europa,
Guerra,
Justiça Social,
liberdade,
paz,
política,
segurança,
vendaval
terça-feira, fevereiro 15, 2011
Mau espiríto
Há menos de três horas apeteceu-me escrever isto no facebook, com alguma tristeza:
"Em Ourém também apareceu, ontem, um idoso morto em casa para juntar à quase saga dos últimos dias do número de idosos, que vão sendo descobertos mortos em casa, um pouco por todo o País.
Acrescento com muita mágoa, que uma sociedade que não cuida dos seus idosos nem das suas crianças e jovens estará a entrar em declínio acelerado. Quem quiser que entenda e perscrute na rua a voz do povo".
Acrescento com muita mágoa, que uma sociedade que não cuida dos seus idosos nem das suas crianças e jovens estará a entrar em declínio acelerado. Quem quiser que entenda e perscrute na rua a voz do povo".
Não faço mais comentários! Ainda há poucos dias tambem referia por aqui um pouco da mesma ementa, neste "post". Por favor não brinquem: todos sabemos muito das dificuldades do país, mas muito pouco dos impostos que a banca paga.
Etiquetas:
agenda,
democracia,
Justiça,
Justiça Social,
Opinião,
política,
políticos,
Portugal,
Segurança Social,
Sociedade,
solidariedade
sábado, fevereiro 12, 2011
Valia mais estar calado...
...do que ser papagaio. Durante algum tempo Barak Obama inundou o meu espírito de novas esperanças, para um mundo mais justo, onde a palavra liberdade fosse um hino perene. Aos poucos a chama lançada pelo presidente dos EUA, vai sendo dissipada tristemente dentro de mim, a mercê dessa excelência, que se julga desenvergonhadamente todo poderoso, face a todos os povos, oprimidos ou não. Só há dezoito dias é que chegou à conclusão de que o Egito vivia em ditadura, imaginem! Ontem, veio de pantufas, de tez risonha afirmar, que o Egito "nunca mais será o mesmo": uma autêntica verdade de La Palisse. Quase de certeza, que assim será! Oxalá, que o pior não esteja para vir, porque a América e a Europa têm um fetiozinho danado para encobrir as ditaduras, desde que lhes cheire a "petrodólares, ou outro tipo de material sonante. Que mau feitio!...vamos aguardar! Tudo peca por tardio, graças à hipocrisia que tem grassado no mundo ocidental, incapaz por conveniência própria de denunciar todos os atropelos às liberdades e garantias dos povos.
Estou farto de fundamentalismos vindos de todos os cantos. Mal será se um dos fundamentalismos ferozmente vigente-o islâmico, acabar por liquidar as democracias(?) que vão nascendo aos poucos do outro lado do mediterrâneo. Espero para ver como vai ser o fim da fita. Se correr mal, aguardarei os "bons" nacos de verborreia, à laia de desculpas dos nossos "distraídos" e desastrados líderes, perante a nossa comunidade de países Europeus. Líderes esses lacaios da América, geradora de todas as crises.
Estou farto de fundamentalismos vindos de todos os cantos. Mal será se um dos fundamentalismos ferozmente vigente-o islâmico, acabar por liquidar as democracias(?) que vão nascendo aos poucos do outro lado do mediterrâneo. Espero para ver como vai ser o fim da fita. Se correr mal, aguardarei os "bons" nacos de verborreia, à laia de desculpas dos nossos "distraídos" e desastrados líderes, perante a nossa comunidade de países Europeus. Líderes esses lacaios da América, geradora de todas as crises.
quinta-feira, junho 03, 2010
Partiu...
...o padre "responsável da Capela do Rato, onde as homilias eram espiadas pela PIDE, polícia política do Estado Novo". Outros tempos! Quase toda a Igreja do Patriarcado de Lisboa bebia das orientações do Concílio Vaticano II, do bom Papa João XXIII. A Vida tem principio e tem fim! Os homens partem e muitas coisas regridem e são poucos os cidadãos, quer na sociedade, quer nas Igrejas, que prosseguem a justiça social. Podem perguntar pela culpa?...direi, que a causa é da ganância, do ódio e da corrupção atenta em aumentar o vil metal. Maldito poder temporal!...
(Imagem: in Kascadenoz.blogs...)
(Imagem: in Kascadenoz.blogs...)
Etiquetas:
Efeméride,
imprensa,
Justiça Social,
Sociedade,
solidariedade
sexta-feira, abril 16, 2010
Números

Afinal não são tantos os católicos praticantes como muitos por aí afirmam. Naturalmente, em minha opinião pessoal, não se justifica a tolerância de ponto para os funcionários no dia 13 de Maio. Haverá "irmãos" e "irmãs" disponíveis para tomarem conta dos meninos nesse dia, que vão ficar sem escola por este país a fora, enquanto os pais trabalham? Bem, a vida sempre foi mais madrasta para uns, do que para outros. Fico-me por aqui!!! Acrescento: a palhada em questão, de direitos e regalias deverá ser igual para todos. Não me chamem anti qualquer coisa! Exijo respeito pela minha opinião, como respeito a liberdade dos trabalhadores, normalmente os mais humildes, que por terem que sustentar a família, não vão deixar de trabalhar para ver o Chefe da sua Igreja, praticantes ou católicos tradicionalistas. Aqui vejo o uso de dois pesos e duas medidas, como se na sociedade portuguesa houvesse duas classes de pessoas que trabalham. Bem basta aos trabalhadores do privado tantas vezes fazerem a sua "jorna" de trabalho sem auferir qualquer remuneração ( e já não falo se esta é justa ou não), quanto mais sofrerem esta descriminação negativa da tolerância de ponto. Agora os sindicatos (quase todos da Função Pública) estão caladinhos; percebo, os sindicalizados não pertencem à classe dos párias. Os sindicatos com o seu silêncio, em mais esta situação concreta, demonstram mais uma vez que não promovem o associativismo entre as pessoas, mas servem-se destas para fins diferentes do mundo do trabalho: Vergonha!
Todo o pessoal "abastado" trabalhador público ou privado, vai para onde quer, com ou sem feriado. Existe só uma diferença: é que uns esbanjam quanto querem e, outros deslocam-se a crédito...
(Imagem:in oficinadegerencia)
Todo o pessoal "abastado" trabalhador público ou privado, vai para onde quer, com ou sem feriado. Existe só uma diferença: é que uns esbanjam quanto querem e, outros deslocam-se a crédito...
(Imagem:in oficinadegerencia)
Etiquetas:
Associativismo,
imprensa,
Justiça Social,
Justiça.
segunda-feira, março 22, 2010
Gostei!...
Quem não gosta disto? A saúde na América não era para todos, ou era mas...
Etiquetas:
imprensa,
Justiça Social,
Opinião,
política,
saúde
sábado, março 20, 2010
Eficância garantida...

...diz Fernanda Câncio: "reduzir as prestações sociais e os benefícios fiscais são medidas fáceis de executar e com eficácia garantida"! Ai o PEC, que tanto vai dar, que falar.Mas certo é que a classe média e a classe média baixa continuarão a pagar a crise, em nome da estabilidade económica patriótica. Pergunto, num País onde tanto se tem feito e, em bem boa hora pelas novas tecnologias, ninguém consegue colocar em marcha uma máquina fiscal eficiente, para não serem sempre os mesmos a pagarem a crise?...fala-se, fala-se mas os partidos receiam ir ao fundo da questão. Caso para dizer quem se f... é o mexilhão!Calha sempre aos mesmos contribuir para um Portugal, independente e livre. Os outros como cantava o trovador Zeca Afonso, "comem tudo". Pior, arrogantes fazem-no em nome da justiça social, para onde atiram de vez em quando umas pérolas conspurcadas: é a arte de fazer bem, digo!!!
(Foto: in DN)
(Foto: in DN)
Etiquetas:
Economia,
imprensa,
Justiça Social,
política
Subscrever:
Mensagens (Atom)





