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quarta-feira, janeiro 29, 2014
quarta-feira, março 06, 2013
Falando da Tralha dos Banqueiros
..."Quando um
banqueiro, outro banqueiro!, o elegante e garboso João Salgueiro
(conhecido entre os seus pares por "aquele que tem mais olhos do que
barriga"), se pergunta, admiradíssimo, porque é que os desempregados não
vão limpar as matas, as coisas podem não ficar mais claras, mas ficamos
a saber, com nitidez, a natureza das estruturas mentais e a extensão
ética dos que pretendem constituir - a nossa "elite." Da crónica de hoje, no Dn, por Baptista Bastos!
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quarta-feira, fevereiro 13, 2013
Boa e muita Saúde!
...é o que desejo ao cronista que tantas vezes por aqui trago, Baptista Bastos. E, como não podia deixar de ser, fica por aqui mais uma crónica, no DN. Que ainda sejam muitas! Por tudo faz falta, mais do que nunca à nossa sociedade, devido à sua intervenção social, muita ativa, qual relógio "despertador" a bater certo:
..."Ao observá-los e à
sua compassiva densidade, apreendi que os macacos sem fé e sem sonho,
que nos governam, desejam não só dar cabo do Serviço Nacional de Saúde:
eles querem, sobretudo, dissolver os laços de benevolência, essa ligação
suave, decente e poderosa entre alma e coração, substância e essência
que constituem a construção social e o espírito do SNS. O que são
alianças de piedade e de solidariedade entre os que sofrem e os que
cuidam, ajudam e amparam, eles ambicionam transformar em gélidas
demonstrações profissionais, "justificadas" pelo dinheiro."
Longa vida!
quarta-feira, janeiro 09, 2013
Ser ou não ser...
...mais do que uma crónica semanal, no DN esta é hoje, uma lição para quem tem outras convições do que aquelas por aí abundam diariamente em papel de jornal ou, em vozes amanteigadas ao poder a obscurecer os "media". Deixo um respigo, acerca de quem não tem medo, de combater a corrupção, tecido pela vos incómoda de Baptista Bastos.
"Como exemplo
modesto recordo-me de, há anos, João Cravinho, a propósito de qualquer
interpelação provocatória, ter afirmado: "Sim, senhor, sou de formação
marxista, e depois?!" A esquerda parece ter vergonha dos seus escritores
e contribuir, com as suas omissões deliberadas, para se colocar, a ela
mesma, num limbo associado à confusão de ideias."
,
quarta-feira, janeiro 02, 2013
...A Caixa de Pândora!
....ela abriu um buraco na nossa carteira e em todas as famílias que não auferem "jobs" da sociedade de Pedro & Portas. As famílias estão a cair na miséria por de mais que os portugueses queiram possuir o seu " ego" elevado. O desgraçado e falível Gaspar, assim como o rapazote do feito primeiro ministro, nada fazem para que a economia retome o crescimento e possa criar empregos para todos...é tempo de os empregos deixarem de partir. Enfim, temos uma burricada teimosa em São Bento que de burros podem, ou já passaram a onças ferozes, que com o seu neoliberalismo exacerbado e destruidor matam.
Serviu isto, penso. à introdução da cónica bem conseguida de Batista Bastos no DN, de hoje! Deixo alguns aperitivos para aguçar à leitura do escrito sucinto e real, do autor!...
"...E Passos Coelho
continua a não reconhecer, claramente, o que a aplicação da ideologia
neoliberal nos tem feito. Nem o que essa ideologia significa de risco
para a própria democracia, cada vez mais acanhada até ao ponto de
constituir uma humilhação e um desespero intoleráveis para quem nela
acredita. E Passos Coelho
continua a não reconhecer, claramente, o que a aplicação da ideologia
neoliberal nos tem feito. Nem o que essa ideologia significa de risco
para a própria democracia, cada vez mais acanhada até ao ponto de
constituir uma humilhação e um desespero intoleráveis para quem nela
acredita."
" Passos Coelho não
move uma palha para inverter a funesta tendência. Não move ou não sabe
mover. A representação do poder demonstra enorme desprezo pelos
protestos de rua, pelos movimentos de massas (o 15 de Setembro
testemunhou a recusa da apatia e da resignação, pelas razões que em si
mesmo comportava), pelos depoimentos e pelas declarações veementes de
economistas, sociólogos, políticos, alarmados com o caminho para o
desastre a que o País é impelido. Interpelado sobre se a população
aguenta o caudal de restrições, impostos e constrangimentos, o banqueiro
sr. Ulrich admitiu: "Aguenta! Aguenta!", num escabroso convencimento, a
roçar o insulto e o impudor."
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quarta-feira, dezembro 19, 2012
Pensar!
Eu penso que já desisti de pensar, tal é a situação pantanosa do País! Daí, ter um pouco o blogue discretamente parado e tinha intenção de voltar lá para depois dos "reses", final não religioso destas festas das famílias que todos vivemos, este ano com menos vapor do consumismo, para mal do nosso muito débil comercio, "sorry"! Todavia, como é meu hábito, faço quase todos dias uma leitura mais ou menos enviesada pelos jornais diários, que dia a dia nos dão uma visão sempre pior do nosso querido Portugal, tal é a seita de incompetentes que nos governa! Hoje, achei por bem trazer, mais uma vez a crónica do Bapatista Bastos, no DN. Sei que nem todos possuem tempo para este tipo de leituras. Vou trazer um parte do texto: os valores positivos de quem governa já não existem.
"A coligação está
por um fio. E não é apenas a exposição de decisões tomadas
unilateralmente, como o desprezo demonstrado em assuntos cruciais.
Passos considera mais o que lhe sussurra Gaspar do que acolhe o que lhe
sugere Portas. Entre estes dois homens há um conflito de culturas e um
atrito ideológico. O mal-estar no CDS é difícil de dissimular, e bem
pode o patético Relvas asseverar que tudo está muito coeso quando
ouvimos os trambolhões que já chegam ao céu.
O "interesse
nacional", sobre ter dado cobertura às maiores patifarias, faz-nos
engolir, com repugnância, o amargo veneno da servidão. Quem da expressão
se tem servido não admite, aos outros, a possibilidade de escolha. "Não
há alternativa" é, igualmente, uma frase maldita que nos têm inculcado
como impossibilidade de conduta, a não ser aquela que o poder impõe. É
no mínimo estranho que um homem lido e havido como Paulo Portas tenha
admitido a possibilidade de que todos somos jumentos, e que a preguiça
mental e a indiferença cobarde nos hajam definitivamente afectado.
Teve
a oportunidade de bater com a porta, e libertar-se das teias de uma
política que o embaraça. Não o fez, em nome do tal "interesse nacional",
e excedeu os limites éticos tradicionalmente atribuídos aos homens de
bem. A escolha foi dele."
Para os mais abonados em tempo, fica o convite para ler todo o naco de prosa escrito. Baptista Bastos é profundo nas suas reflexões. Deixa-me preocupado! Portugal Merece mais!
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sexta-feira, dezembro 14, 2012
Sou fã!
Desculpem-me, mas sou fã das crónicas da Fernanda Câncio! Reparem:
"Se
um ministro deste Governo não hesita, para "vender" a sua ideia para a
Educação, em perverter desta forma os resultados de estudos
internacionais disponíveis a qualquer um na Net, que nos diz isso de
qualquer coisa que o Executivo diga sobre assuntos, como a média das
indemnizações por despedimento na Europa, sobre os quais nos falta
informação imediatamente disponível? Podemos ser muito maus em
Matemática, mas mesmo assim, pelo mais rudimentar cálculo de
probabilidades, só podemos concluir que deve ser mentira."
Parabéns aos nossos Professores! Apesar de todas as adversidades impostas pelo (des)Governo atual de Pedro & Portas, por favor, não desistam da vossa tarefa árdua de ensinar.
Pode ler-se, por aqui, toda a crónica, hoje dada à estampa no DN.
Parabéns aos nossos Professores! Apesar de todas as adversidades impostas pelo (des)Governo atual de Pedro & Portas, por favor, não desistam da vossa tarefa árdua de ensinar.
Pode ler-se, por aqui, toda a crónica, hoje dada à estampa no DN.
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quarta-feira, dezembro 12, 2012
Uma crónica...
...diz: "O Governo e as suas
"trapalhadas" Realmente, a semana passada teve o condão de ser o
momento em que as "trapalhadas do Governo" - para citar a frase de um
dos líderes do PSD, Marques Mendes - se revelaram, aos portugueses, em
toda a sua "trapalhice". Um Governo que não tem estratégia, que avança,
recua e torna a avançar, que diz o menos possível aos portugueses,
enquanto desesperam com o empobrecimento crescente, que comunica
pessimamente com as pessoas, caindo em contradições, que silencia o
essencial e em que os seus membros - quando falam, o que é raro -
parecem não se entender uns com os outros é um Governo que não tem
solidez nem sabe, em cada dia, o que fazer."
E, mais: "A coligação
governamental está por um triz para desaparecer, como esta semana se
tornou claro, para quem teve a oportunidade de seguir os passos - e as
palavras - que se ouviram de Paulo Portas. Na verdade, o ministro Portas
- humilhado pelo primeiro-ministro - ou quer salvar o seu partido e
para isso tem de sair do Governo ou, ficando, escavaca o partido sem
salvar o Governo, ou, não fazendo nem uma coisa nem a outra, perde o
Governo e o partido. É uma simples questão de tempo."
Trata-se da crónica de Dr. Soares, ontem, no DN. Para quem tiver um pouco de tempo, será sempre mais um texto oportuno e objetivo a ler. Os tempos são difíceis, mas não deixam de ser de mudança!
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sexta-feira, novembro 16, 2012
Para mastigar!
Como se tornou habitual, trago a crónica de Fernanda Câncio à sexta-feira, no DN. Eu li: "...Aquela em que
Passos, ao discursar na inauguração de uma fábrica que ardeu, a comparou
ao país para nos certificar de que não estamos enganados: temos um PM
que sonha com uma reconstrução radical a partir de escombros fumegantes,
um glorioso amanhã que cantará depois de todo o desemprego e pobreza
todos por que temos de passar até que, milagre, dos portugueses nasçam
alemães - ou lá o que é"...
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terça-feira, fevereiro 28, 2012
Uma Crónica...
...No DN, de hoje, por Mário Soares! Deixo alguns aperitivos para condimentar a leitura de ideias bem lúcidas, perante os tempos que vão correndo:
..."A corrida às armas
voltou a ser uma preocupação dos Estados, tanto dos grandes, a Rússia, a
China, os Estados Unidos, que as fabricam e vendem, aos países mais
pequenos, incluindo as armas nucleares, que continuam a proliferar. Um
perigo e uma vergonha!"
..."Qualquer estudo
sobre as primeiras décadas do novo século mostrará o recuo
civilizacional que tem afetado o Planeta, dadas as crises financeira e
económica, mas também social, política e até moral, que nos têm vindo a
envolver."
..."É certo que temos
eleições presidenciais na França, que podem vir a constituir uma viragem
política importante, se François Hollande ganhar, como espero, a
Nicolas Sarkozy. E em 2013 haverá eleições na Alemanha, que deverão ser
fatais para a Chanceler Merkel. O SPD voltará, creio, ao poder. Nessa
hipótese, bastante provável, consumar-se-ia, necessariamente, uma
mudança à Esquerda que levaria a União Europeia a ser de novo uma
referência política, social e económica, em termos mundiais."
..."A Igreja Católica
em crise. Também a Igreja, apesar das aparências, parece estar com
problemas. O Papa Bento XVI, há dias, presidiu a uma cerimónia de
proclamação de 22 novos Cardeais, de maioria europeia. Portugal ganhou
mais um Cardeal. A Europa, aos olhos do Papa, que vai fazer 85 anos e
tem problemas de saúde, no que toca à sua mobilidade, é considerada uma
"terra de missão". Porque deseja cortar cerce com o que chama "o declive
do catolicismo europeu".
...". Crise profunda do
capitalismo. Não sou eu que o diz. É Michel Rocard, socialista e
ex-primeiro-ministro de França, na época de François Mitterrand. Com 82
anos, acaba de publicar um livro intitulado "Mes points sur les i". Não o
li ainda, porque não chegou às livrarias portuguesas. Mas permito-me
refletir sobre uma entrevista que deu a Le Monde de 27 de Fevereiro
último. Diz ele: "o capitalismo entrou numa crise profunda, sem nenhum
regresso à normalidade. Nada será como antes". E acrescenta "a Direita
acredita que podemos trabalhar mais e voltar a ter crescimento. É falso.
A sociedade de amanhã será radicalmente nova. Será menos mercantil e
menos cúpida."
terça-feira, janeiro 31, 2012
AS TROYCAS QUEREM SUBSTITUIR OS GOVERNOS...
...nem mais! Para que serve a austeridade se a crise não pára de crescer? Mário Soares no seu melhor, na crónica de Terça-Feira, no DN de hoje. Por aqui alguns respigos que considero mais importante do texto:
..."As populações
espanholas e a portuguesa são profundamente europeístas, porque sabem
bem o que devem à integração europeia. Mas, hoje, estão a ser vítimas de
uma crise importada de fora e agora imposta pelos mercados
especulativos, que estamos a viver."
... "Mariano Rajoy veio
recentemente a Lisboa encontrar-se com o primeiro-ministro, Passos
Coelho, e declarou - o que foi simpático - que ia seguir o seu exemplo
em matéria de medidas de austeridade, para reduzir a dívida."
... "E por razões
nacionais e eleitoralistas talvez, a dupla Merkozy esteja a dar sinais
de mudar. Veremos quais são os remédios - se os houver - para salvar o
euro que a Cimeira de Bruxelas tenha para apresentar. O jogo dos
mercados especulativos atinge agora dois grandes países: a Espanha e a
Itália. E com eles tudo fia mais fino."
..."Com a recessão a
crescer, em virtude das medidas de austeridade, para que servem tais
medidas, se iremos de mal a pior? Foi o que o FMI, pela voz da sua
presidente, a francesa Christine Lagarde, ex-ministra das Finanças de
França, já pergunttou, sem papas na língua..."
..."Com os
desempregados com pensões de miséria e sem casa nem serviços de saúde
onde se possam acolher? A saúde, têm-nos dito nos últimos anos, é cara
demais para poder tratar os pobres. Que morram!, dizem os
ultraconsevadores. É a regra da seleção natural aplicada aos humanos. Os
ricos sobrevivem e os pobres que morram... Não há humanismo nem
valores. As pessoas não contam. Ora, não foi para isso que se criaram as
democracias e as conquistas sociais que nos trouxeram."
..."Não foi por
acaso que o Presidente Nicolas Sarkozy há dois anos falava em
"refundação do capitalismo", embora politicamente nada fizesse nesse
sentido. Hoje, é o seu principal rival, François Hollande, a três meses
de ser eleito presidente da República (leiam--se os jornais e as
revistas franceses), que declarou aos franceses: "O meu inimigo não é
Sarkozy, mas as Finanças." Percebeu que, com as classes médias à beira
do desastre, é preciso não deixar morrer as conquistas sociais, que
deram à Europa, pelo menos, quatro décadas de paz, de progresso social e
de bem-estar...
É por isso que Hollande entende dever reforçar o
papel do Estado, ao contrário daqueles que o querem destruir. Quer:
reformular a fiscalidade, fazendo pagar os mais ricos; voltar a lutar
pelo "pleno emprego"; auxiliar os jovens, através de um contrato
geracional que relance o emprego; criar um grande banco de investimento
público, para auxiliar as pequenas e médias empresas; relocalizar, em
França, as grandes empresas; revalorizar, quanto ao ensino, as escolas
profissionais e tecnológicas; reformular a autonomia das universidades;
e, entre outras medidas, insistir nas políticas ambientais, nos últimos
meses esquecidas."
...O Fundo Monetário
Internacional (FMI) e o Banco Central Europeu (BCE) querem crescimento
na União e luta contra o desemprego para salvar o euro. É óbvio. Mas as
sucessivas troikas parecem desejar substituir-se aos governos legítimos.
Uma vergonha inaceitável, de consequências extremamente negativas!
Quando este artigo sair talvez já possamos saber se a Cimeira marcada
conseguiu decidir mudar alguma coisa. Ou ficar, como de costume, tudo na
mesma."
( Imagem:indradilsonmiranda.blogspot)
E muito mais, falando de Justiça. Logo, eu acrescento a Ministra da Justiça, sr:ª Paula Teixeira da Cruz; anda muito mais preocupada em investigar as contas da Justiça, de obras feitas por muito dos seus comparsas, cujo fim da investigação todos sabemos-arquivo daqui a muitos anos, mas não se preocupa com o arquivamento do processo de Isaltino Morais, nem com o caso BPN que traz a arder as orelhas de muitos que foram líderes do seu Partido, porém o caso parece estar em vias de resolução e o sr: Oliveira e Costa, um dia destes terá por aí uma estátua, se não for para os lados do CCB, pode ser mesmo em frente à quinta da Coelha, no Algarve-fait divers. Como se não bastasse não manda fazer justiça aos labregos do capital que adiam e negam pagamentos sucessivamente a quem trabalha e as pequenas e médias empresas, o que atira para o abismo mais depressa Portugal, pondo em causa a democracia que a senhora ministra e o Governo desprezam de forma oligárquica, como se não fossem eleitos democraticamente. Se não tivessémos Democracia ninguém queria estes "terribles enfants" para nada. Eles são o desnorte do País.
quarta-feira, outubro 26, 2011
O Bucha e o Estica

Ah! AH! Ah!...Dá para desatar às gargalhadas com Ferreira Fernandes, no seu apontamento de hoje, no DN! Ainda rio! ... Mérkel e Sacrcózy são as personalidades "idealistas" da Europa: um só pensamento triste e desaquado nas duas cabeças.
Ai! se Passos Coelho fosse gordito, como por exemplo o ministro das Finanças gregas, também por cá havia uma parelha despenteada na ação política semelhante às personagens Abbott e Costello, palpita-me. Ou até mais do que uma, duas?mais não digo. Usar a imaginação faz muito bem!
(Imagem: inartesetima.blogspot)
Ai! se Passos Coelho fosse gordito, como por exemplo o ministro das Finanças gregas, também por cá havia uma parelha despenteada na ação política semelhante às personagens Abbott e Costello, palpita-me. Ou até mais do que uma, duas?mais não digo. Usar a imaginação faz muito bem!
(Imagem: inartesetima.blogspot)
terça-feira, agosto 30, 2011
Trabalhador?...
...Hum! O homem não é solidário com a classe. Pedro Tadeu, um cronista que opina bem, não está de acordo com os colegas da paróquia?...percebe-se! Tem uma escala de valores diferente, bem positiva e não assobia para o ar.
terça-feira, abril 12, 2011
Viver há muito acima dos recursos...

...Portugal ajoelhou. Por aqui, a crónica muito lúcida de Mário Soares no DN, de hoje. Atrevo-me a dizer: Soares sem papas na língua e "sempre fixe" a falar dos problemas de Portugal com grande poder de síntese, face aos conhecimentos que possui sobre a crise. Claro que não esqueceu a Europa!
terça-feira, abril 05, 2011
Uma epécie de bula.

É importante ler e ouvir o Dr. Mário Soares na crónica do DN de hoje. Não se julgue que o texto servirá só para o interior do Partido Socialista: no meu entender servirá para todos os políticos e seus respectivos partidos. Então veja-se: "O Estado está demasiado flácido. É preciso racionalizá-lo, mantendo as conquistas sociais da democracia: as pensões sociais, a educação pública e o serviço nacional de saúde. É essencial acabar com as chamadas parcerias públicas e privadas, dignificando o serviço público e eliminando os boys, que entram no Estado por via dos partidos e não por concurso público. É preciso reformar urgentemente a justiça e despolitizá-la, no sentido dos magistrados judiciais e do Ministério Público, como órgãos de soberania que colectivamente são, não devem publicamente permitir-se intervir na política. A comunicação social tem de ser o mais possível isenta, no sentido deontológico do termo, deixando de estar escandalosamente ao serviço dos interesses que lhes pagam."
Por aqui a cónica toda, a qual o autor designou por "Os Monstros do Nosso Tempo". Dos monstros temos todos, desde à meninice, memórias medonhas. Logo, penso eu, para a Europa se reencontrar, devem ser afastados com medidas adequadas e determinantes todos esses "bichos" temerosos e, sendo assim também nós portugueses os devemos afugentar. Oxalá, que os políticos o desejem, para o bem estar sócio-económico de todos! Chegou o tempo da aderência a essa bula sem qualquer tipo de fundamentalismos.
Por aqui a cónica toda, a qual o autor designou por "Os Monstros do Nosso Tempo". Dos monstros temos todos, desde à meninice, memórias medonhas. Logo, penso eu, para a Europa se reencontrar, devem ser afastados com medidas adequadas e determinantes todos esses "bichos" temerosos e, sendo assim também nós portugueses os devemos afugentar. Oxalá, que os políticos o desejem, para o bem estar sócio-económico de todos! Chegou o tempo da aderência a essa bula sem qualquer tipo de fundamentalismos.
sexta-feira, março 11, 2011
Sem papas na língua...

...quase que apetece dizer sem papas na ponta da esferográfica. Ou melhor, nos tempos actuais, sem reumatismo na ponta dos dedos quem tão bem tecla, dedos esses sincronizados com um pensamento de invulgar sentido crítico. Governo, Oposição e Presidente da República deviam estar atentos aos sinais que alguns cronistas vão dando: caso contrário, um dia destes ninguém pára este País.
Post Scriptum - Parabéns aos Jovens que saírem à rua, amanhã, no singular protesto da "juventude à rasca". Se souberem usar bem a vossa liberdade, a "manif" será uma lufada de ar quente neste Portugal deprimido. Não fiquem desiludidos com a vossa elevada formação académica: ela é a vossa grande porta prenhe de cultura, com a qual podem partir para grandes rasgos socio-profissionais. A história repete-se de tempos a tempos, mas Portugal vence sempre as crises. Também a minha geração, da qual muitos dos vossos Pais ainda fizeram parte, atravessaram uma guerra inglória que foi a guerra colonial: fomos arrancados das Faculdades para fazer a guerra. Haja esperança, luta e vontade de fazer o País produzir, regateando sempre salários justos. Façamos fazer funcionar as nossas estruturas democráticas sem poupar esforços!
Post Scriptum - Parabéns aos Jovens que saírem à rua, amanhã, no singular protesto da "juventude à rasca". Se souberem usar bem a vossa liberdade, a "manif" será uma lufada de ar quente neste Portugal deprimido. Não fiquem desiludidos com a vossa elevada formação académica: ela é a vossa grande porta prenhe de cultura, com a qual podem partir para grandes rasgos socio-profissionais. A história repete-se de tempos a tempos, mas Portugal vence sempre as crises. Também a minha geração, da qual muitos dos vossos Pais ainda fizeram parte, atravessaram uma guerra inglória que foi a guerra colonial: fomos arrancados das Faculdades para fazer a guerra. Haja esperança, luta e vontade de fazer o País produzir, regateando sempre salários justos. Façamos fazer funcionar as nossas estruturas democráticas sem poupar esforços!
terça-feira, março 08, 2011
Crise de regime

"Crise de regime" é o título da crónica de hoje no DN, de Mário Soares. Este jornal, sem eu entender bem a orientação da sua paginação, optou por transportar a alguns tempos, os cronistas para a antepenúltima e penúltima página. Vai-se lendo e desfolhando o jornal e quando se chega a essa fase da leitura, muitas vezes as crónicas são lidas por cansaço a "atravessar", com a agravante, segundo o meu ponto de vista de à terça-feira, acrescentar ainda uma outra cónica escrita com uma inteligência já pouco habitual e, de elevado conhecimento cultural, do Professor Dr. Adriano Moreira. Daí, todas as terças feiras, quando a memória não me atraiçoa começar a leitura do DN por estas duas crónicas para satisfação do meu ego e, meu enriquecimento pessoal quer sob o ponto de vista político, quer sócio-cultural.
Deixando a crónica do Professor Adriano Moreira, que aconselho sobretudo aos mais novos a lê-la, quase sempre pouco interessados na "res publica", deixarei ainda, alguns nacos da prosa de Mário Soares nesta aventura, para não dizer quase cruazada semanal. Refere a determinada altura, acerca da reunião a realizar a 11 do corrente mês de Março em Bruxelas, na Cimeira dos Estados da Zona Euro:
"Tenho bastantes dúvidas quanto ao que sairá da reunião do dia 11 de Março. Trata-se de debater o futuro do euro, o que representa, em si, um progresso. Os líderes europeus não se entendem entre si, por terem interesses divergentes e, por outro lado, não querem compreender as grandes transformações que o mundo está a viver, por toda a parte. Serão elas que os obrigarão, aliás, mais tarde ou mais cedo, a mudar de paradigma de desenvolvimento. Como está a acontecer nos Estados Unidos". Continua:"Contudo, por enquanto, na União Europeia, o primado das preocupações centrou-se nos equilíbrios financeiros - que, obviamente, são importantes - menosprezando a economia real. Ora, essa posição, para países como Portugal e Espanha, mas não só, pode vir a ser fatal. Porquê? Porque as medidas de austeridade, a que os Estados mais fracos são obrigados, conduzem-nos, necessariamente, à recessão, visto que impedem o crescimento económico, reduzem os investimentos, fazendo crescer o desemprego e podem, mesmo, provocar revoltas sociais extremamente perigosas."
Acrescenta também, acerca da "manif" do dia 12 próximo:..."Foi a propósito dessa nota que o Vasco Pulido Valente me brindou - com muita simpatia por mim, reconheço - com um novo artigo, garantindo-me que as pessoas que irão manifestar-se não são "perigosas, antidemocráticas nem niilistas", que descerão "tranquilamente a Avenida da Liberdade (...) para protestar contra a maneira como o PS e o PSD governaram Portugal, em plena impunidade, durante quase 40 anos". Se assim é, muito bem. Manifestem-se e indignem- -se, pacificamente. Só resta reconhecer que os governantes, desde que há democracia, resultam sempre do voto popular, que os legitimou em inúmeras eleições. Claro que a democracia não é perfeita e às vezes o povo engana-se nas suas escolhas. Mas, como dizia Churchill - e sabia do que falava - "a democracia é o pior dos regimes, com a excepção de todos os outros".
Fala também dos noventa anos do PCP, como comunista que foi e não o esconde, escrevendo:..."Durante o PREC, essa estratégia tornou-se claríssima. O PS opôs-se - como o Grupo dos Nove - e chegámos a estar à beira da guerra civil, evitada in extremis. Foi então que André Malraux escreveu: "Os socialistas portugueses mostraram ao mundo que os mencheviques são capazes de vencer os bolcheviques." Nem por isso deixei de proclamar, no dia seguinte ao 25 de Novembro de 1975, que o PS se oporia à ilegalização do PCP, que muitos desejavam.Passaram os anos, deu-se a normalização democrática, em Portugal, e o colapso do comunismo na URSS e nas "democracias populares", que sempre foram e só ditaduras. O mundo continua em grandes transformações, umas positivas, outras negativas. Mas o PCP não mudou. Nunca fez autocrítica, de que tanto costuma falar. Continua a ler pela cartilha deixada pelo dr. Cunhal.De qualquer modo, parabéns ao PCP. Tem uma bonita idade!"
Deixando a crónica do Professor Adriano Moreira, que aconselho sobretudo aos mais novos a lê-la, quase sempre pouco interessados na "res publica", deixarei ainda, alguns nacos da prosa de Mário Soares nesta aventura, para não dizer quase cruazada semanal. Refere a determinada altura, acerca da reunião a realizar a 11 do corrente mês de Março em Bruxelas, na Cimeira dos Estados da Zona Euro:
"Tenho bastantes dúvidas quanto ao que sairá da reunião do dia 11 de Março. Trata-se de debater o futuro do euro, o que representa, em si, um progresso. Os líderes europeus não se entendem entre si, por terem interesses divergentes e, por outro lado, não querem compreender as grandes transformações que o mundo está a viver, por toda a parte. Serão elas que os obrigarão, aliás, mais tarde ou mais cedo, a mudar de paradigma de desenvolvimento. Como está a acontecer nos Estados Unidos". Continua:"Contudo, por enquanto, na União Europeia, o primado das preocupações centrou-se nos equilíbrios financeiros - que, obviamente, são importantes - menosprezando a economia real. Ora, essa posição, para países como Portugal e Espanha, mas não só, pode vir a ser fatal. Porquê? Porque as medidas de austeridade, a que os Estados mais fracos são obrigados, conduzem-nos, necessariamente, à recessão, visto que impedem o crescimento económico, reduzem os investimentos, fazendo crescer o desemprego e podem, mesmo, provocar revoltas sociais extremamente perigosas."
Acrescenta também, acerca da "manif" do dia 12 próximo:..."Foi a propósito dessa nota que o Vasco Pulido Valente me brindou - com muita simpatia por mim, reconheço - com um novo artigo, garantindo-me que as pessoas que irão manifestar-se não são "perigosas, antidemocráticas nem niilistas", que descerão "tranquilamente a Avenida da Liberdade (...) para protestar contra a maneira como o PS e o PSD governaram Portugal, em plena impunidade, durante quase 40 anos". Se assim é, muito bem. Manifestem-se e indignem- -se, pacificamente. Só resta reconhecer que os governantes, desde que há democracia, resultam sempre do voto popular, que os legitimou em inúmeras eleições. Claro que a democracia não é perfeita e às vezes o povo engana-se nas suas escolhas. Mas, como dizia Churchill - e sabia do que falava - "a democracia é o pior dos regimes, com a excepção de todos os outros".
Fala também dos noventa anos do PCP, como comunista que foi e não o esconde, escrevendo:..."Durante o PREC, essa estratégia tornou-se claríssima. O PS opôs-se - como o Grupo dos Nove - e chegámos a estar à beira da guerra civil, evitada in extremis. Foi então que André Malraux escreveu: "Os socialistas portugueses mostraram ao mundo que os mencheviques são capazes de vencer os bolcheviques." Nem por isso deixei de proclamar, no dia seguinte ao 25 de Novembro de 1975, que o PS se oporia à ilegalização do PCP, que muitos desejavam.Passaram os anos, deu-se a normalização democrática, em Portugal, e o colapso do comunismo na URSS e nas "democracias populares", que sempre foram e só ditaduras. O mundo continua em grandes transformações, umas positivas, outras negativas. Mas o PCP não mudou. Nunca fez autocrítica, de que tanto costuma falar. Continua a ler pela cartilha deixada pelo dr. Cunhal.De qualquer modo, parabéns ao PCP. Tem uma bonita idade!"
sábado, março 05, 2011
A manif da geração "à rasca".

Do texto de João Marcelino do DN, de hoje registo:
"Portugal precisa de mais cidadania, de gente empenhada que não se esgote apenas no protesto, mesmo que ele seja justo, como este o é.
Se eu fizesse parte desta "geração à rasca" haveria com certeza uma coisa a que reagiria mal: a que as manifestações fossem frequentadas por políticos e pessoas fora do quadro geracional de que emanam. A partidarite, neste caso, só pode dividir e retirar autenticidade à denúncia."
Mas nada melhor do que ler toda a crónica, de leitura fácil, mas de rico conteudo.
quarta-feira, fevereiro 09, 2011
Relendo jornais!

Voltei à cónica da terça-feira, que o Dr. Mário Soares, escreve no DN. Possui muitos ingredientes comuns a quem se preocupa com a "res publica", ajudando a uma reflexão séria do que se passa não só, por Portugal, Europa e Árabes, mas também da transformação, que urge ser realizada na Igreja Católica. Nem a canção "dita de intervenção" dos "Deolinda", lhe passa ao lado. Antes pelo contrário: os políticos, diz Mário Soares, devem compreender "o sinal e não deixem que a canção se transforme num grito colectivo"..."Que parva que eu sou/E fico a pensar/Porque isto está mal e vai continuar/Que mundo tão parvo/Onde para ser escravo é preciso estudar.
quarta-feira, junho 30, 2010
Cuidado!

(Foto: in DN)
O pessoal do PSD anda um pouco tonto! Nem tudo são facilidades dentro da conjuntura mundial, que se vive e, depois de Sá Carneiro a ideologia foi-se. O PSD funciona como uma oficina de consertos, pois vive conforme as marés que o país atravessa e o vento vai-lhe traindo o rumo, independentemente das lideranças fugazes, que tem tido. O PSD pensa em bonança nesta altura, pelo desgaste do Governo de Sócrates, mas tal poderá não acontecer se a liderança de Passos Coelho continuar titubeante...e tem sido a fingir que obriga Sócrates a tomar todas as medidas impopulares. Cuidado! Na génese do povo português está a firmeza nas decisões. Nisso o chefe do governo socialista é mestre e adora fazer golpes de rins e todas as esperanças da oposição poderão ser levadas ao tapete...
A crónica de Batista Bastos está prenhe de realidades e até afirma, que Sócrates resiste. Mais, face à última sondagem tão propalada, há ainda uma maioria de esquerda. Boa!
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